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Game of Suffering and Hope
1996. Projeto para Universalis. Foto do modelo retocada em computador

 


Mazzocchio III
1993/94. Tubo de a�o (4,2 cm), di�metro e largura 927X265 cm


Totem
1994. Ferro trabalhado, ramos de oliveira, 213X248X58 cm

 



Ben Jakober e Yannik Vu

Texto extra�do de um ensaio de Achille Bonito Oliva (junho de 1994)

Ao olhar para o trabalho de Ben Jakober e Yannick Vu nos encontramos em uma situa��o an�mala na qual a interliga��o e o di�logo que ocorre entre as duas for�as ativas - feminina e masculina, Ben e Yannick - constr�em um formato que se revela um documento da transforma��o do 'eu' em 'n�s'. N�o se trata de um trabalho feito a quatro m�os, o resultado de um compromisso criativo, mas um curto-circuito equilibrado entre for�as capazes de se confrontar at� que o objeto encontre sua realiza��o. O trabalho de Ben Jakober e Yannick Vu n�o pode ser definido como formal, uma vez que tende a intervir n�o tanto no resultado estritamente ling��stico como na resultante complexidade antropol�gica.

Os trabalhos de Ben e Yannick buscam representar a paz guerreira e a guerra pacificada que ocorrem entre a subjetividade masculina e a feminina por meio de refer�ncias aos mitos. Trata-se de uma identidade art�stica baseada no conceito de complexidade, articula��o, indetermina��o e ambig�idade.

O confronto entre Ben Jakober e Yannick Vu situa-se no presente, mas, apesar disso, requer uma denomina��o mitol�gica, pois eles tendem a uma temporalidade dupla. � a dupla temporalidade do processo criativo - a integra��o de um m�todo pessoal duplo, baseado no confronto, di�logo, troca - que integra o passado ao recuperar uma denomina��o capaz de confirmar a eternidade do mito e o nascimento de um trabalho art�stico que, por defini��o, n�o � nem masculino nem feminino, por�m andr�gino.

Ben e Yannick documentam uma temporalidade que supera a individualidade esquem�tica restrita a uma defini��o sexual, para atingir uma onipot�ncia criativa por meio da interliga��o, do di�logo, do confronto e da integra��o de duas individualidades que atingiram a conjuga��o de um 'eu' comum: do 'eu' para o 'n�s'.

Quando � que o 'n�s' termina e aceita com alegria o resultado obtido? � o pr�prio trabalho que reconhece o final do processo criativo e o alcance do apol�neo, a passagem do underground � epif�nia da forma que indica aos dois artistas que o resultado foi alcan�ado.

A interliga��o de Ben Jakober e Yannick Vu n�o � eroticamente metaf�rica, mas sim o resultado de um encontro contido de duas medidas criativas diferentes que podem ser sintetizadas em um trabalho comum.

Seus trabalhos alcan�am e representam um est�gio no qual o masculino e o feminino coexistem - n�o de maneira did�tica, mas por meio de complexidades ling��sticas que evocam a for�a do mito de uma forma absolutamente necess�ria. Nesse caso o mito n�o � regressivo, n�o se trata de uma volta �s origens, mas da fecundidade de uma arte capaz de fazer emergir a for�a er�tica de duas energias criativas, que une a sele��o de materiais � geometria das formas. O trabalho de Ben Jakober e Yannick Vu torna-se a refer�ncia da mem�ria futura na qual o p�blico ser� capaz de encontrar evid�ncias de uma reden��o cotidiana localizada na fecundidade produtiva da arte.

Nesse caso n�o estamos nos defrontando com um casal de artistas, mas com um sujeito plural capaz de superar o individualismo narcisista e alcan�ar um n�vel de integra��o criativa.

Deparamo-nos com trabalhos que utilizam materiais simples ao lado de outros resultantes de alta tecnologia, todos ligados pela for�a de uma intencionalidade criativa que n�o tende � realiza��o de objetos, mas � cria��o de mecanismos conceituais nos quais o homem pode novamente viajar para retomar a integridade do mito e traz�-lo ao seu momento atual.

Sua colabora��o representa um hino � vida e � morte: a certeza da continuidade para al�m da inexor�vel barreira do tempo, o que � garantido por trabalhos nos quais a integra��o entre o masculino e o feminino � alcan�ada e cuja comprova��o � a forma.

Ben e Yannick nos oferecem objetos de uma poss�vel pir�mide em cujo espa�o reafirmam o f�rtil conflito das diferen�as desenvolvido durante sua conviv�ncia e finalmente solucionado atrav�s da forma.

A arte torna-se uma esp�cie de m�ssil que transporta os mitos gregos para a atualidade, projetando-os no futuro por meio de seu trabalho.



Cronologia


Ben Jakober nasceu em Viena em 1930. � cidad�o ingl�s. Vive e trabalha em Majorca e em Paris. Recebeu o Pr�mio Especial Pilar Juncosa e Sotheby em 1993 concedido pela Fundaci� Pilar i Joan Mir� em Mallorca.
Yannick Vu nasceu em Montfort l'Amaury em 1942. � cidad� ingl�sa. Vive e trabalha em Mallorca e em Paris.


Exposi��es individuais

1996
Instituto Italiano di Cultura, Paris, Fran�a.
1995
Galerie Montenay, Paris, Fran�a.
1994
Instituto Italiano di Cultura, Madrid, Espanha; Centre Cultural Contemporani Pelaires, Palma de Mallorca, Espanha.
1993
Arnolfini, Bristol, Inglaterra; Museum Moderner Kunst Stiftung Ludwig Palais, Liechtenstein; Il Cavallo di Leonardo, XLV Venice Biennale, It�lia.
1991
Centro Cultural de la Misericordia, Palma de Mallorca, Espanha; Torre�nfortea, Saragossa, Espanha.
1990
Galerie Montenav, Paris, Fran�a.
1987
Galerie Eric Franck, Genebra, Su��a.
1986
Kultur Kontor (Sch�n Unendlich), Hamburgo, Alemanha; Capella de la Misericordia, Consell Insular, Palma de Mallorca, Espanha.
1984
Galerie Littmann, Basil�ia, Su��a.


Exposi��es coletivas

1996
ARCO Madrid, Galer�a Pelaires, Espanha.
1995
Risarcimento, Salle delle Reali Poste, Gli Uffizi, Floren�a, It�lia; Frankfurt Art Fair, Centre Cultural Contemporani Pelaires, Palma, Espanha; El Arte de Sujetar, Fundaci�n Cultural COAM, Madri, Espanha; Nutrimenti dell'arte, Fondazione Orestiadi, Gibellina, It�lia.
1994
Ses Voltes, Palma de Mallorca, Espanha; Ex-libris Walter Benjamin, Galer�a Horizon, C�lera, Gerona; Tributo a Masaccio, La Salerniana, Erice, It�lia.
1993
Paolo Uccello Battaglie nell'arte del XX secolo nei loughi romani di Santa Maria del Popolo, Sala Bramante, Roma, It�lia; MEDIALE, Hamburgo, Alemanha; 6 Biennale d'Arte Contemporanea, Comune di Marostica, Vicenza, It�lia; Torre dels Engagistes, Manacor, Espanha.
1992
EXPO 92, Balearic Pavillion, Sevilha, Espanha; IMF Center, Washington, Estados Unidos; EXPO 92 Spanish Section, Sevilha, Espanha; Paolo Uccello Battaglie nell'arte del XX secolo, Erice, It�lia; Paesaggio con Rovine, Museo Civico di Gibellina, Sic�lia, It�lia.
1991
Padiglione d'Arte Contemporanea, Ferrara, It�lia; FAE Mus�e d'Art Contemporain, Pully/Lausanne, Su��a; Mus�e des Jacobins, Morlaix, Fran�a; Mus�e de la Poste, Paris, Fran�a; XV Biennale Internazionale del Bronzetto, P�dua, It�lia.
1988
Halle Sud, Genebra, Su��a; Fondation Van Gogh, Arles, Fran�a; Minos Art Symposium, Gr�cia; Olympiad of Art, Seul, Cor�ia do Sul.
1986
Salon de Montrouge, Paris, Fran�a; XLII Venice Biennale, It�lia.
1985
Louisiana Museum, Humlebaek, Dinamarca; St�dtlische Kunsthalle, Mannheim, Alemanha; Museum Moderner Kunst, Viena, �ustria.
1984
L'Art et le Temps, Palais des Beaux Arts, Bruxelas, B�lgica.
1982
Fundaci�n March, Palma de Mallorca, Espanha; Les Visionnaires, Museum Belfort, Fran�a.


Cole��es

Museo Nacional Centro de Arte Reina Sof�a, Madri, Espanha.
Mus�e d'Art Moderne, Bruxelas, B�lgica.
Museum Moderner Kunst, Pal�cio Liechtenstein, Viena, �ustria.
Mus�e d'Art Autrichien du XIX et XX Si�cle, Viena, �ustria.
Kunsthalle Bremen, Alemanha.
Kunsthalle Hamburg, Alemanha.
Museum Beelden aan Zee, Scheveningen, Holanda.
FAE Mus�e d'Art Contemporain, Pully/Lausanne, Su��a.
Fattoria di Celle, Pistoia, It�lia.
Fondation Vincent Van Gogh, Arles, Fran�a.
Centro Cultural de la Misericordia, Palma de Mallorca, Espanha.
Centre de Cultura Sa Nostra, Palma de Mallorca, Espanha.
Seoul Olympic Park, Seul, Cor�ia do Sul.
Fundaci� Pilar i Joan Mir� a Mallorca, Espanha.
Gabineto Disegni e Stampe degli Uffizi, Floren�a, It�lia.